quinta-feira, 28 de abril de 2016

Sua alimentação pode estar influenciando na sua produtividade.

Você já deve ter ouvido a frase "Você é o que você come". Sim, com certeza, você não é de outro planeta.

Pois bem. Eu acredito que ela faz muito sentido, pois somos, também, o que comemos. A alimentação influencia diretamente no desempenho do nosso dia-a-dia. 

Não sou nutricionista, portanto não me peça receita. Não passo de um curioso. Um vegetariano que, desde que casou, passou a se interessar cada vez mais pelos alimentos e suas conseqüências em nosso organismo. 

Presta atenção ao que você come. Se você anda cansado demais, ou ligadão demais, constantemente triste, com peso acima da média ou abaixo, todos esses, dentre outros, são fatores que podem indicar que algo não anda bem.. A ponta de um iceberg para investigar o que está acontecendo e tomar providências que podem passar não só pela educação alimentar, mas até programas de atividade física e acompanhamento psicológico.

Portanto, segura a onda no refrigerante e junk food. Não adianta cuidar do empreendimento, e deixar de lado o principal, o empreendedor. 

Feu Teles
comunicólogo e consultor de profissionais liberais e PMEs na Ateles Criativa: www.ateles.com.br

twitter / instagram: @feuteles

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Modelo mental em tempos de crise

  



Crise. Essa é a palavra que, definitivamente, está na moda no Brasil. Os índices econômicos não negam as dificuldades que nós, brasileiros, enfrentamos hoje. Inflação, desemprego, dólar, tudo sobe e prejudica o dia-a-dia de todos.

Tudo bem, fatores macroeconômicos são indiscutíveis e não estamos aqui para questionar os números, mas qual a nossa atitude quando nos deparamos com essa situação?

Alguns se desesperam, outros se retraem e até iniciam um quadro de depressão e, com isso, ficam inertes a tudo em sua volta. Enquanto outra parcela da sociedade, talvez pequena ainda, busca entendimento, através de uma introspecção, do que está errado no mundo, no nosso país, na nossa comunidade e, mais do que tudo, nele próprio como individuo.

Qual a contribuição de cada um de nós em tudo o que está acontecendo?

Comecei falando sobre a crise econômica, mas, muito mais do que isso, estamos vivenciando uma crise moral.  Talvez, em relação a economia, não devemos nem chamar de crise, e sim um ajuste, um freio de arrumação.
Tal qual o coaching sistêmico, com base nos grandes sábios da humanidade, nos faz entender que tudo é cíclico e a economia não está fora dessa lei. Ela passa por históricos altos e baixos, basta encontrar os gráficos ao longo do tempo.
No mundo contemporâneo verificamos crises econômicas mundiais nos anos de 1929, 1973, 1979, 1982, 1987, 1997, 1998, 2001, , 2008. Se formos estudar mais a fundo os motivos de cada uma delas, perceberemos a grande influência da ganância humana como causa.

Portanto, meus amigos, precisamos entender que cada um deve fazer a sua parte, antes de tudo, em melhorias internas. Somos todos responsáveis por tudo o que acontece em nosso país.
Questionemos: o que em nós está em crise? O que podemos fazer para evoluirmos como seres e parte de um todo cada vez mais unificado?
Sim, cada vez mais o que acontece do outro lado do mundo reflete em maior velocidade e com quase a mesma intensidade a todos do planeta.
Não dá mais para acreditar que o problema dos refugiados Sírios, por exemplo, ou qualquer outra barbárie que aconteça do outro lado do mundo é apenas um problema deles.

Se estamos passando por essa crise macro, é porque falhamos no micro, no individual.  Devemos, portanto, aproveitar o momento, pois as dores são bênçãos que nos permite refletir o que precisamos mudar para recolocar a humanidade nos trilhos da paz, que só é encontrada no entendimento de que fazemos parte de um todo, da caridade e amor.

Aproveite a sua “crise”.

Feu Teles
comunicólogo e consultor de profissionais liberais e PMEs na Ateles Criativa: www.ateles.com.br

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terça-feira, 8 de setembro de 2015

Filosofia e Branding



HERACLITO
1 – Parta do princípio de que nada é estável no mundo em que a sua marca existe.
Ela tem de ser gerida na perspectiva do fluxo constante.
SÓCRATES
2 – Ponha tudo em causa
Não tome nada por garantido e não aceite coisa alguma que não sinta que é verdade.
PLATÃO
3 – A sua marca deve ter duas naturezas
A Natureza superficial da marca deve estar sempre a mudar, ao mesmo tempo que mantém os valores que não mudam com o decurso do tempo.
ARISTÓTELES
4 – Pergunte sempre para que é a marca
A não ser que haja uma razão clara para a compra, os consumidores deixarão de ter afeto por ela.
DESCARTES
5 – Identifique o núcleo irredutível (certo) da marca
Compreenda as motivações profundamente enraizadas e os processos mentais.
SPINOZA e LEIBNIZ
6 – As propriedades tangíveis de uma marca e o que os consumidores pensam delas não devem de ser objecto de um tratamento como se fossem coisas separadas
Distinga entre a verdade incontroversa e o que gostaria que fosse verdadeiro na sua marca.
LOCKE
7 – Estabeleça bem as características da marca, mas faça-as sintonizar com o mundo presente
Não fique prisioneiro do passado.
HUME
8 – Não seja excessivamente racional nem lógico
A razão tem os seus limites – e não é ela que comanda as escolhas dos consumidores.
ROUSSEAU
9 – A razão não é resposta
A criação de marcas tem que ver com sentimentos e emoções.
KANT
10- Não se deixe enganar pela ideia de que pode saber tudo sobre os seus consumidores, mercados e marcas
Só vai descobrir o que o seu “equipamento” permitir. Está a dispor as coisas para que elas lhe digam o que quer saber?
HEGEL
11 – A mudança é um processo que pode ser compreendido e acelerado
Coloque uma tese, em seguida a antítese e chegue a uma síntese. Supere as tenções através de combinações novas e criativas.
NIETZSCHE
12 – Os valores estão no centro da criação de marcas
Os valores das marcas não devem de ser meros apêndices, mas a força motriz daquilo a que a marca pode aventurar-se a ser.
WITTGENSTEIN
13 – Não limite o crescimento dedicando-se apenas a um aspeto
Pense na sua marca como uma ferramenta que pode ter diversos usos.
EXISTENCIALISMO
14 – Não se deixe arrastar pelos procedimentos (“a maneira como aqui fazemos”)
Respeite as marcas como individualidades e tome decisões afoitas de modo a que elas se possam exprimir.
POPPER
15 – Pare de pensar em termos de certezas – elas não existem
Encare o desenvolvimento da marca como um problema para ser continuamente resolvido e pense sempre em substituir as actuais maneiras de pensar por outras melhores.
Espero que tenha sido do vosso agrado, e que tenham achado interessante estas indicações.
Por Mauro Gaspar

domingo, 6 de setembro de 2015

Entrevista #2 - NETWORKING por Lucas Trigueiro

Nova entrevista no Liderando Sonhos!

Lucas Trigueiro, especialista em Networking, nos concedeu uma entrevista super bacana e com várias sacadas interessantes!

Vale conferir!




1) Quando você iniciou neste trabalho de Networking? Nos conte um pouco sobre a sua trajetória até aqui e os seus serviços atualmente nesta área.

Primeiramente é um prazer compartilhar da minha história e experiência com os leitores do Liderando Sonhos
Meu nome é Lucas Trigueiro, tenho 27 anos, cursei administração de empresas, atuo no segmento comercial aproximadamente 10 anos, meu ultimo emprego registrado foi em uma instituição financeira, onde minha função era de Gerente de Relacionamento do público de alta renda. Foi nessa função que descobri o “poder” do Networking, após algumas intermediações de negócios convertidas em sucesso, que decidi sair da empresa e começar meu próprio negócio. Uso o termo intermediar negócios para facilitar essa visão para o leitor, porém, costumo dizer que intermediamos “Pessoas e seus Interesses”.
Minhas intermediações acontecem através de Networking, por criar algumas relações de confiança, constatemente aparecem oportunidades ou interesses, e quando aparece, eu “corro” para buscar soluções ou suprir de alguma forma essa necessidade, onde em grande parte conseguimos converter o Networking em Receita. Bom, estou contando um pouco da minha forma de trabalho para vocês entenderem o “produto” que estou criando.
Por atuar nesse periodo com Intermedições, alguns amigos me procuram para dar algumas orientações ou acompanha-los em suas negociações, porém, fazia isso por amizade ou algo do tipo, foi então onde decidi construir um conteúdo para dar essas direções.
Tenho lido e buscado muitas informações sobre Networking, e grande parte dos conteúdos são aplicados na teoria, decidi criar algo voltado para a prática e com exemplos do nosso cotidiano.
Nunca inicie um relacionamento pensando em “tomar” dinheiro, quando seu foco for somente o dinheiro, você pode até conseguir fechar algum negócio, porém existe grande probabilidade do seu contato perceber e ficar receoso. Nosso conselho é que o empreendedor foque em gerar valor ao seu cliente, e que seu foco esteja no foco do seu Networking. Pois com certeza quando você gerar solução, inevitavelmente colherá bons frutos, talvez mais do que você imaginava quando focava somente o “money”!


Temos desenvolvido material para auxiliar as 03 maiores dificuldades dos profissionais:
1)      GERAR UM CONTATO NOVO (Para os profissionais de vendas, StartUp, empresas pequenas que precisam conhecer os maiores players do nicho que atuam). 
2)      FAZER MANUTENÇÃO DOS RELACIONAMENTOS (Se manter ativo e presente, mostrando para o seu relacionamento que tem uma real “preocupação” com ele e sua empresa, e com isso gerar confiança, pois só assim saberá quais são as reais necessidades ou interesses). 
3)      CONVERTER O NETWORKING EM RECEITA (Como agregar valor para que seu Networking entenda que “precisa” de você, ao ponto de seguir sua indicação ou orientação para aquisição de algum produto ou serviço).

2)      O que você aprendeu ao longo da sua caminhada?

            Nunca desperdice uma oportunidade de gerar um Networking, porque no primeiro contato você “achou” que determinada pessoa não tinha nada a lhe oferecer, este é um erro clássico, muitas vezes perdemos grandes oportunidades pela falta de maturidade e pré-julgamentos.
            Ou se iludir facilmente. Este é um outro erro clássico, por conta da aparência, você julga que as pessoas são os carros que dirigem, as casas que moram, muitas vezes aparentam ter algo a lhe oferecer, porém, pode ser nada mais do que “aparência”. E isto faz com que você desperdice muito tempo e energia “correndo  atrás” de algo que não lhe trará retorno. Nem sempre quem parece ser pequeno é pequeno, e nem sempre quem parece ser grande, é grande!

3)      Como você percebe, atualmente, o envolvimento das pessoas na construção de um bom Networking?

“Quem não é visto não é lembrado” já diz o ditado! Essa afirmação do marketing vale também para o seu marketing pessoal. Uso isso com meu Networking, seja ligando, mandando mensagens ou e-mails. 
As pessoas que estão presentes de alguma forma. Mostrando valor ao seu Networking, enviando informações que os ajudem a ver esse valor. Estando solícitos às suas necessidades e o mais importante que esses contatos tenham periodicidade, não se ausentando por muito tempo. Para não ser o “chato” que só liga por interesse, ou quando se sente ameaçado por alguma circunstância. Com certeza, as pessoas que atuam assim, constroem grandes parcerias e um Networking saudavel!

4) Como você enxerga o impacto das novas mídias na abordagem dos relacionamentos e negócios? 

As novas midias tem sido um grande avanço para os relacionamentos, através delas, podemos trocar informações, notícias, agendas . Podemos também conhecer um pouco do perfil de nossos relacionamentos, porém, nunca substime um contato pessoal. Para o Networking é imprenscidível o “olho no olho”.  Nossa dica para o leitor é para que esteja presente através das midias sociais, mas não se esqueça da presenca fisica que é “cereja do bolo”.

5)  Se você fosse dar um único conselho sobre Networking, para empreendedores, qual seria?

Nunca inicie um relacionamento pensando em “tomar” dinheiro, quando seu foco for somente o dinheiro, você pode até conseguir fechar algum negócio, porém existe grande probabilidade do seu contato perceber e ficar receoso. Nosso conselho é que o empreendedor foque em gerar valor ao seu cliente, e que seu foco esteja no foco do seu Networking. Pois com certeza quando você gerar solução, inevitavelmente colherá bons frutos, talvez mais do que você imaginava quando focava somente o “money”!





Instagram: @praticandonetworking

Periscope/Twitter: @24hnetworking


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Liderança e Espiritualidade!


É uma satisfação imensa participar como co-autor do livro Liderança e Espiritualidade.

Um maravilhoso assunto, que resume o meu trabalho de fortalecer uma visão mais espiritualizada nos líderes, sejam empreendedores ou gestores. 

Quem tiver interesse em adquirir um exemplar, pode solicitar pelo e-mail atendimento@ateles.com.br
Estará disponível a partir de Outubro!

Gratidão!!

Feu Teles, comunicólogo e consultor de profissionais liberais e PMEs na Ateles Criativa: www.ateles.com.br

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Cuidados com micro-franquias



É preciso tomar cuidado com muitas micro-franquias que só querem tomar dinheiro do "desesperado".

A maioria das micro-franquias não recebe um valor que possibilite um acompanhamento de perto, como é o esperado de qualquer operação que leve o nome de "franquia".

Para empreender, ganhar pouco e trabalhar muito (se for só pelo dinheiro), melhor vender pastel na feira sem dever satisfação a ninguém. 

Há casos e casos, não estou generalizando. Mas, sempre que vem uma onda de oportunidades, os que mais se apresentam como os mágicos que resolverão seus problemas, infelizmente, são os que não entregarão o que prometeram.

Avalie bem no que vai aplicar o seu dinheiro e, principalmente, o seu tempo. Não se torne um MICO-franqueado.

Feu Teles
comunicólogo e consultor de profissionais liberais e PMEs na Ateles Criativa: www.ateles.com.br

twitter / instagram: @feuteles

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Não aceite uma vida medíocre.

Na minha busca por idependência financeira, acabei por fazer muitas coisas que não gostava.

Isso não é bom e, além de me trazer stress, não gerou os resultados "desejados".

Se eu puder deixar uma dica para os jovens que desejam empreender hoje é:

Descubra o que você mais gosta de fazer e dedique-se de corpo e alma e os resultados virão, mesmo que demore.

Esqueça a crise e não desconecte-se da sua essência jamais!

Feu Teles
comunicólogo e consultor de profissionais liberais e PMEs na Ateles Criativa: www.ateles.com.br

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

A importância da oratória na carreira profissional


Você sabia que a sua voz pode dizer muito sobre você no seu ambiente de trabalho? Um estudo publicado pelo site Exame mostrou que empreendedores identificam o potencial de seus subordinados por meio da dicção. O tom da fala pode revelar sentimentos relacionados a nervosismo, humor, cansaço, inteligência emocional e passividade.
A pesquisa foi feita com 400 empresários, e 90% desse total apontou que a voz pode determinar questões de grande valia na vida profissional como, por exemplo, enriquecimento do marketing pessoal, passar segurança e competência profissional.O estudo ainda divulgouque cerca de 66% dos gestores não estão satisfeitos com a própria dicção.
A boa comunicação é fundamental na área profissional, pois o emissor deve passar a mensagem de forma clara e concisa para o seu destinatário. Muitas pessoas apresentam medo de se comunicar, principalmente quando existe a necessidade de falar em público. Essa insegurança interfere na qualidade da voz e, consequentemente, na mensagem.
Para um líder, por exemplo, a qualidade da dicção é ainda mais importante, pois pode impactar de forma positiva ou negativa nas metas de uma companhia. Alguns negócios fracassam pela falta de habilidade de dialogar de um dirigente. Nesses casos, é fundamental investir em um curso de oratória, pois além das técnicasde respiração e postura, é possível aprender métodos que ajudam a manter a qualidade da voz.

4 Dicas para falar em público

A seguir, separamos algumas dicas de como obter êxito nas reuniões profissionais e desenvolver o dom da oratória:
1.     Segurança
A melhor forma de passar confiança é dominar totalmente o assunto que está abordando. Não concentre os seus esforços apenas na montagem do material didático, foque na sua apresentação e se aprofunde no tema que irá abordar. Treine na frente do espelho e se possível, use uma filmadora para avaliar a sua performance. Amigos e familiares também podem ajudar no julgamento do seu discurso. Peça ajuda!
2.     Naturalidade
Geralmente, quando fazemos uma apresentação profissional já temos intimidade com os colegas de profissão, portanto não adianta querer passar algo que não tenha relação nenhuma com a sua personalidade. Manter a autenticidade fará com que você conquiste a confiança de todos que estiverem te assistindo, mesmo que você cometa alguns erros técnicos.

3.     Memória
Por mais que você tenha habilidade de memorização, faça um roteiro com uma sequência lógica, para não correr o risco de esquecer uma parte importante da apresentação.
4.     Postura
Tenha controle sobre os seus gestos enquanto estiver falando e procure olhar nos olhos de todos os presentes na plateia. Não cruze os braços e evite colocar as mãos no bolso.
Lembre-se que você ganhará qualidade com o tempo e depois de muita dedicação e estudo. Por isso, um curso de oratória e extremamente importante para explorar as suas principais qualidades e adquirir autocontrole através de técnicas de comunicação e expressão corporal. Invista em você!


Post Colaborativo por Instituto Passadori

quarta-feira, 15 de julho de 2015

As diferenças e semelhanças entre o empreendedor e o administrador


Por Equipe Liderando Sonhos / Rui Davi


O sucesso de uma empresa pode vir de diversos fatores. Contudo, muito decisivo nessa vitória é o papel de quem está à frente. Seja o empreendedor que criou o negócio ou o administrador que fez a companhia progredir. Na verdade ainda existem dúvidas sobre o perfil e a função de cada um no mercado. Isso ocasionalmente pode gerar uma escala de valores, em que uma atividade pode ser mais valorizada que a outra. Enquanto o empreendedor muitas vezes é visto como um inovador por conseguir identificar oportunidades e transformar em algo de valor. O administrador pode ser visto como um conservador que segue regras e não gosta de correr riscos. Porém nenhuma das duas competências devem ser generalizadas, suas funções e atitudes vão além disso. E por mais que as diferenças sejam muitas, também existem algumas semelhanças. Essas características se unidas podem determinar o sucesso de uma empresa.
Muitos conceitos relacionam o empreendedor com a inovação. Isso se tornou uma marca deste tipo de profissional. Porém, essa não é uma característica dominante, pois mesmo que uma pessoa crie um negócio sem inovar, também pode ser um empreendedor. Esse é quem mexe as peças para que algo aconteça. Ele cria algo novo, a partir de ideias ou possibilidades de negócio. É quem direciona as energias para transformar uma ideia em algo rentável e competitivo. O empreendedor age para que suas intenções gerem algo concreto, impulsionado pela paixão e pela conquista. Ele assume riscos calculados e a possibilidade de fracasso. Um empreendedor é quem munido de boas ideias estimula o desenvolvimento, uma vez que tem visão para transformar o que é tradicional. Pode ser ao apoiar pequenas empresas ou ao investir no avanço tecnológico. Por isso o empreendedor é admirado e alguns países apoiam bastante as ações empreendedoras, pois entendem que são grandes promotores de crescimento econômico, geração de emprego e renda.
Um empreendedor não precisa ser necessariamente um empresário. Ele pode ser um profissional de qualquer área que realize mais do que a maioria dos outros. Seja um atleta, um músico ou um médico. Esses profissionais empreendedores são muito importantes, pois provocam mudanças nas áreas em que atuam. Assim, contribuem para a evolução de suas profissões. Logo, é interessante ter funcionários que tenham um pensamento empreendedor, de forma a trabalhar para a melhoria e o aperfeiçoamento do serviço prestado. O empreendedor toma as decisões por sua experiência e intuição. Enfrenta as dificuldades e transforma em uma situação confortável para que o negócio possa crescer.
O administrador é o profissional que tem noção das regras que ordenam a produção. Ele possui visão ampla sobre como gerenciar e tem a tarefa de coordenar todas os departamentos da empresa. Também controla a produtividade e mantém a eficiência da organização. Ele é instruído para o planejamento, analise e resolução de problemas. Precisa estudar os recursos disponíveis e traçar objetivos para, calculadamente, alavancar o empreendimento. O administrador precisa ser responsável e profissional. Saber lidar com pessoas, se comunicar com elas, manter a cooperação e solucionar conflitos. Também é essencial ter dom para a liderança.
A principal diferença entre esses perfis é que enquanto o empreendedor foca em identificar oportunidades e transformar em realidade. O administrador usa o conhecimento adquirido, seja por experiência ou estudo, para organizar e manter a eficácia de um negócio. O administrador usa técnicas de planejamento e controle de produção para manter a empresa no caminho certo. O empreendedor também pode usar essas mesmas técnicas, porém não faz parte do seu perfil seguir planos rígidos e inflexíveis, comuns ao administrador. O empreendedor não tem jeito para lidar com relatórios e números. Gosta de emoções e desafios, mesmo que isso signifique descumprir algumas dessas normas administrativas.
As necessidades dos clientes podem variar com o tempo. Como o empreendedor está atento, sai na frente para suprir às novas demandas, por vezes de forma não convencional. Assim, acaba por se destacar no mercado. Também há a questão de que o administrador deseja ver os resultados rapidamente. Já o empreendedor age de forma a colher os frutos a médio ou longo prazo. Ele também é informal na forma de gerenciar. Já o administrador é formal e organizado. Ele monitora as atividades e coordena o trabalho, enquanto o empreendedor atua diretamente na produção da atividade.
Um empreendedor pode ser um administrador e vice versa. Porém o empreendedor sem o conhecimento administrativo pode não saber lidar com as dificuldades que surgem ao conduzir o empreendimento. O mesmo acontece com o inverso, o administrador sem as competências e a ambição do empreendedor pode perder chances de inovar e impulsionar o negócio. Além disso o empreendedor põe o fator humano em primeiro lugar para a obtenção de resultados, por sua vez o administrador favorece as normas e técnicas. O empreendedor é naturalmente um estrategista, enquanto o administrador é um líder nato.
Porém, não são só diferenças, há também semelhanças entre os dois perfis. Pode-se dizer que o empreendedor é um administrador com mais visão futura do que a maioria. As atividades desempenhadas pelos dois são parecidas: Visualizam o que devem fazer, identificam as limitações e então decidem qual a melhor opção a seguir. As semelhanças são maiores no campo do interesse no sucesso do negócio. Ambos são persistentes e buscam a superação de dificuldades. Esses obstáculos são vencidos e usados como aprendizado em novas ações. Todos os dois prezam pela excelência no atendimento ao cliente. Tanto empreendedores como administradores de sucesso são muito envolvidos com a atividade que desempenham. Muitas vezes trabalham obstinadamente e sacrificam momentos de prazer para o êxito do negócio. Pesquisam informações sobre os clientes, fornecedores e concorrentes. Além de serem autoconfiantes, o que ajuda a influenciar as pessoas ao redor.
Contudo, as diferenças entre estes dois perfis profissionais servem para acrescentar o que falta nas atividades um do outro. A perfeição se dá na união das habilidades e conhecimentos. Enquanto o administrador se direciona pela avaliação do desempenho, o empreendedor olha as oportunidades. Muitos empreendedores não se dão conta de que não sabem gerenciar e que precisam aprender a administrar ou contratar um administrador para seus negócios. Por isso não conseguem ter a devida organização e acabam por fechar as portas. Algumas pesquisas mostram que para fazer um empreendimento decolar é necessário uma certa competência administrativa. Isso requer um gerenciador qualificado para tal.
Comandar pode certas vezes ser prazeroso para o empreendedor. Porém, como sua vocação é empreender, essa forma de agir, em certas situações, pode não ser adequada para o bom gerenciamento de uma empresa. Além disso como o empreendedor usa de intuição e bom senso, ele pode fazer escolhas baseadas em elementos subjetivos. O que ele acha ser bom senso, algumas horas pode não ser o melhor. Por outro lado, o administrador em certos momentos fica travado por não ter tino para arriscar e fica preso à regras que o fazem repetir as soluções anteriores. Contudo, é certo que as aptidões de um complementam as do outro. E o proposito dessa união é o equilíbrio da organização, a busca de novas formas de prestar o serviço e consequentemente o sucesso do negócio.